Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica em meus braços, e nos seios
Me arrebenta e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.
Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria.
Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.
Essa mulher é um mundo! – uma cadela
Talvez… – mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!
Vinicius de Moraes. Soneto Devoção
Vinicius de Moraes. Soneto de Devoção. ( Livro de sonetos. São Paulo: Cia das Letras. Editora Schwarcz Ltda, 1991. p. 15. Autorização pela VM Empreendimentos Artísticos e Culturais Ltda. VM e Cia das Letras. Editora Schwarcsz)
Literatura brasileira em diálogo com outras literaturas e outras linguagens…
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