quando se ama o abismo
Nietzsche
Jean,
será que de onde você está o tempo passa tão rápido como aqui? Parece que foi ontem que eu te escrevia num dia como hoje. Como prometi, vou te escrever em todos os anos para falar da falta que você faz aqui. Em tudo.
Fico olhando seus irmãos e me pego imaginando como você estaria. Já teria filhos, já havia conseguido realizar o sonho de viajar para fora do Brasil? Nas fotografias tiradas em família, fica sempre um vácuo onde seria seu lugar.
Sempre penso em você quando ouço as canções que você mais gostava. Arrisco-me a colocar para tocar o Charlie Brown para tocar no aplicativo de música. Te sinto bem perto de mim quando faço isso.
Quando converso com sua mãe sobre você lembramos de anjos… e de asas e também de nossa última conversa. Você era o menino que gostava dos abismos, dos voos loucos e eu espero que você esteja muito bem e em paz.
Feliz aniversário!
Mariana









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