Virou personagem dentro da história. O olho a transparecer a vida – transparente – ali. O homem a arrastar o saco onde continha lições de cada dia. Tão visível o medo ligado à coragem no vulto da esquina. Repete o mantra de ontem mais por obrigação do que por vontade. As palavras revividas, translúcidas as asas que esqueci em casa.
O excesso sentido lá atrás… Renasce na página seguinte do poema que leu. O jardim suspenso, dentro da asa… translúcida.
A transparência era a palavra líquida do dia. Transformava em água – ou lágrimas – a ausência… Rabiscava o nome em letras feitas no ar, que se apagavam na inconveniência das horas. Contou com a sorte do dia no horóscopo das flores. Algumas sementes não germinam ao acaso. Contou sua história como exemplo de amor. Virou vilã dentro da própria dor.
Mariana Gouveia

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