Eu passei boa parte da minha vida sem acreditar em mim.

I was tall in the middle of a bunch of “normal” young people, and I wanted to be normal. For this reason, I was bent over, hunchbacked, with my shoulders inward. My voice, which at eleven was already serious, had always been a laughing stock when I opened my mouth; and to make matters worse, I had crooked teeth. I avoided speaking, I spoke only what was necessary, and when I spoke, it was inside. Just like smiling. I suppressed laughter because of the shame I felt about my teeth.

Guilherme Angra

Eu passei boa parte da minha vida sem acreditar em mim. Desde pequeno, quando eu estava entre amigos, entre meus parentes, eu tinha um pudor covarde de dar a minha opinião, de mostrar as minhas ideias, de expor o que eu pensava ao mundo. Eu sempre fui o menino quieto, que preferia ficar isolado em meu quarto do que na sala com as visitas; eu sempre preferia os cantos ao invés do meio.

Refletindo sobre isso, você, leitor, talvez pense que tive uma criação rude, ríspida, cheia de limites e castigos. Não, muito pelo contrário. Tive uma criação relativamente livre. Ok, vez ou outra eu levava uma surra de minha mãe, mas, boa parte das vezes, eu merecia. Acho que fui desacreditando e mim à medida que me expunha ao mundo. Eu era o “mongolão” da turma por ser alto no meio de um bando de jovens “normais”, e eu…

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